Radioamadorismo Taubate

quinta-feira, 2 de abril de 2015

Clandestinos no Radioamadorismo


Ola leitores do nosso blog !



Dando continuidade em artigos polêmicos no radioamadorismo apresentamos aqui uma série de artigos de outras páginas e blogs que encontramos no internet sobre esse assunto que ainda tem muito a ser discutido.
Em nossa cidade temos por vezes problemas com portadoras e ainda hoje não conseguimos dizer que sejam apenas clandestinos a fazer isso, a suspeita sempre se recaí sobre eles mais isso não é tão real quanto o forte preconceito que existe em nossa sociedade. Acredito eu em minha forma de ver que mais importante que um indicativo seja o caráter da pessoa que faz uso do rádio, porem se a lei diz que temos que ser prefixados, então vamos la ! A prova não é tão difícil e no final é uma conquista de cada um em seu benefício próprio. Você encontra nesse blog apostilas para serem baixadas bem como simulados das provas.





CLANDESTINIDADES e FAXINHA



A Legislação vigente diz que os radioamadores não podem manter conversação com pessoas que não têm indicativo... O máximo que se pode fazer é manter a boa educação, dar a orientação necessária e em seguida encerrar o diálogo com a pessoa que não seja licenciada...

Percebo que várias pessoas ficam "dando orelha" aos clandestinos e tratam-nos como se fossem especiais e merecedores de total atenção. Sim, eles são dignos de atenção a partir do momento que tiverem indicativo... Não estamos julgando o caráter da pessoa sem indicativo, mas sim a condição de INABILITADO para o exercício do radioamadorismo...

O pior vem acontecendo quando radioamadores ficam "dando orelhas" a pessoas conhecidamente desprovidas de moral e sem bom comportamento, petimbadores confessos. Quando o radioamador "dá orelhas" à pessoas deste tipo, acabam se igualando a elas ou até pior, ficam abaixo da clandestinidade; afinal sabem que não pode, mas insiste em falar com os clandestinos...

Muitas vezes escutei "radioamadores classe A" do Rio de janeiro e São Paulo conversando com clandestinos e dizendo que não havia problema em não ter indicativo e que ambos poderiam conversar tranquilamente; e estes "radioamadores classe A" ainda acrescentam, que não são fiscais da Anatel, e que não cabe a eles ficalizarem, e só permanecem nas frequências de VHF para brincar um pouco...

Agora questiono: isso é comportamento de radioamador e ainda mais, sendo um "classe A"?

Por várias vezes escuto um clandestino já conhecido por muitos em algumas repetidoras aqui da região FRIBURGO E PETROPOLIS e principalmente em simplex; conversando abertamente como se fosse o dono do pedaço...

Quem conversa com esse clandestino nem imagina que este mesmo indivíduo por inúmeras vezes dá portadoras nos radioamadores, fala palavrões e provoca as pessoas que ele não tem simpatia...

E ainda tem alguns, que declaram em alto e bom tom, nas repetidoras, as frequencias da faxinha de 40m que os mesmos podem ser achados, muitos chegam ao cumulo de informar o indicativo de chamada nas frequencias utilizadas abaixo do 7.000 khz.

Hoje em dia com o preço baixo dos equipamento importados da china, tem se popularizado e muito as comunicações em HF, devido aos contatos de longa distancias, e claramente os usuários da "faxinha" deixam claro, que são oriundos das classe C e do PX.

O problema maior disso tudo é que o tanto VHF quanto as sub-faixas de HF, tem se tornado um PX engravatado; o maior índice de clandestinos dentro da faixa de radioamador estão concentrados no VHF e nas sub-faixas de HF; e o motivo disso é a popularização da faixa com equipamentos baratos e acessíveis...

É importante que os radioamadores entendam que preservar a nossa faixa é impedir que ela seja banalizada...

Os radioamadores têm de se unir em torno do que é correto e cuidar das próprias atitudes; os radioamadores são cientes de seus deveres e regras a serem seguidos e assim devem cuidar para que assim seja feito; de maneira ilibada...

É bom salientar que não existe dentro da faixa de radioamador nenhuma frequência destinada a clandestinos... Muitos acreditam que falar no simplex é permitido mas isso não é verdade; não é permitido que pessoas sem indicativo utilizem frequências destinadas a radioamadores licenciados...

E pior ainda, nas repetidoras, existe atualmente rodadas de clandestinos dentro do VHF, que utilizam a frequência como se fossem donos dela, rechaçando quem eles não desejam que utilize a frequência, inclusive radioamadores... Isso chega a ser o cúmulo do absurdo; seria cômico se não fosse desprezível...sendo ouvido, Caxias, Nova Iguaçu, Niteroi, Itaborai(este mais abusado, diz que fala e fala ate os cotovelos)...etc....


Norma 449/2006: Art. 7º. A Licença para Funcionamento de Estação de Radioamador é intransferível, na qual constará, necessariamente, o nome do autorizado, a sua classe, o indicativo de chamada da estação e a potência autorizada.

A licença autoriza o radioamador a utilizar qualquer das radiofreqüências destinadas à sua classe, em conformidade com o Regulamento sobre Condições de Uso de Radiofreqüências para Estações do Serviço de Radioamador.

"RADIOAMADOR!!! Valoriza tua conquista, afinal você estudou e foi aprovado por mérito teu e tua classe é uma vitória, por isso, NÃO fale com clandestinos que invadem nossas faixas!"



O FRACASSO DO RADIOAMADORISMO NO VHF

Lamentavelmente, hoje eu gostaria de falar sobre um assunto importantíssimo para os que realmente amam o radioamadorismo.

O que vem ocorrendo dentro da banda de 2 metros, na região do Sul de Minas é lamentável e vergonhoso. Fico me perguntando se o mesmo está ocorrendo em todos os lugares...

Antigamente, o VHF era chamado de PX DE GRAVATA, hoje ele pode ser chamado de PX SEM GRAVATA... E por incrível que pareça, chamar o VHF de PX é desmerecer o PX que atualmente está totalmente bom para se fazer contatos... Há quem diga que o Alemão da Paraíba morreu; eu não sei se é verdade ou não; mas se for verdade; louvado seja Deus pela piedade que teve de nós... Espero que Deus tenha a mesma piedade para com os radioamadores do VHF....

Sinceramente eu não estou conseguindo entender essa tendência: pessoas de todos os tipos, vem ingressando no VHF com ou sem indicativo, totalmente despreparados e sem conhecimento de como funciona o radiomadorismo, bem como sua ética e legislação... as pessoas estão usando as bandas de 2 metros como se fosse um "pardieiro" sem organização e sem respeito... Todo faz e fala o que quiser sem ter que dar satisfação a ninguém. Os órgãos compententes não fiscalizam e as pessoas até debocham da Anatel.

Pessoal! Vocês que amam o radioamadorismo! Entendam! Não é justo; nós estamos precisando pedir licença a clandestino para poder falar no VHF; quando alguém tenta ensinar alguma coisa, é taxado como moralista, egoísta e mal educado... O que se prega hoje é que todo mundo pode falar no VHF, com ou sem indicativo... Quem é que ensinou isso? quem é que deu liberdade para que as pessoas cheguem dessa forma?

Se os radioamadores não se conscientizarem de que nós é que temos de educar os novatos... A coisa vai descambar de vez... Tem que acabar esse negócio de radioamador ficar chamando clandestinos e "petimbadores" para bater papo... Tem que acabar esse negócio de radioamador tirar a razão do outro só porque ele é libertino... O radioamador tem que entender que a Legislação foi feita e deve ser seguida para que a ordem prevaleça... É absolutamente necessário que as pessoas se conscientizem que a postura do verdadeiro radioamador é oposta ao que se vê atualmente no VHF, aqui na região do Sul de Minas Gerais...

Gente, se continuar do jeito que está, daqui a pouco, os radioamadores serão expulsos da faixa e quem dominará serão os arruaceiros.... Sua Bênção Arruaceiros!!!! Que vergonha!!!!

Texto: Cairo Henrique - PY4YYZ


O lado negro do Radioamadorismo Paulista

Ninguém pode negar que o radioamadorismo é um hobby que, quando praticado corretamente, abre portas para um mundo ilimitado de possibilidades. Se você é radioamador ou se interessa pelo assunto, provavelmente é uma pessoa movida pela curiosidade. Os Radioamadores, em geral, são pessoas interessadas em tecnologia, eletrônica, e o mais importante, em conhecer pessoas interessantes tanto para receber quanto para transmitir conhecimentos. Essa combinação costuma resultar em grandes e duradouras amizades.
Mas hoje quero chamar a atenção para o outro lado da moeda. O que acontece quando o radioamadorismo é mal feito, mal interpretado e mal freqüentado? Ele torna a vida do radioamador, e até mesmo a de sua família, miserável. Quando isso ocorre, e tem acorrido com freqüência no VHF Paulista, resulta em intrigas, ofensas, brigas, que às vezes, na melhor das hipóteses, acabam numa delegacia de polícia. Você acha que estou exagerando? Veja esse vídeo.
O VHF Paulista, mais precisamente num raio de mais ou menos uns 100Km da região de Campinas, está experimentando seus piores dias. Ele está literalmente no fundo do poço. Nas repetidoras temos portadoras, clandestinos que compram rádios em camelôs e as invadem, comportamentos inadequados, comercialização frequente de equipamentos de origem duvidosa, conversas que nada tem a ver com radioamadorismo e que mais paracem com conversas de buteco, pois muitas vezes os envolvidos estão visivelmente bêbados. A lista é interminável. Emfim, um comportamento que se espalha com a ajuda da cobertura de repetidoras de grande alcance contaminando cada dia mais os desavisados. Isso sem contar o péssimo exemplo aos novatos, que vão achar que esse comportamento é normal. E o mais curioso é que existem mantenedores que parecem não se incomodar que sua repetidora só propague lixo. Nos diretos, clandestinos dominam livremente para todo tipo de finalidade, principalmente comerciais. Enfim, uma vergonha. Não mostre a um amigo que ele vai fazer mau juizo de você. E por onde anda a fiscalização?
É nessa hora que muitos reavaliam se vale à pena se relacionar num ambiente desses. E os que desistem são sempre os bons radioamadores, pois os ruins se sentem em casa com esse ambiente. Esse comportamento vem denegrindo tanto a imagem do radioamadorismo que chegamos ao ponto de termos vergonha de dizer que somos radioamadores.
Mas afinal de contas, o que podemos fazer para resgatar nossa credibilidade e tentar melhorar a faixa do VHF, para quem sabe num futuro não tão distante, ela volte a ser um ambiente amigável onde fazemos amigos, não inimigos? Essa é uma pergunta de difícil resposta, mas existem pequenas coisas que podemos fazer para tentar dar início a essa empreitada. E nesse empreendimento, sugestões construtivas são bem vindas, porque se nós não nos preocuparmos em recuperar o VHF, quem vai se preocupar? A Anatel? Você deve estar brincando não é mesmo? A Anatel não fiscaliza nem os clandestinos que interferem nas comunicações dos aviões e podem causar tragédias, porque acha que ela vai se preocupar com radioamadores? Ou nós nos preocupamos com nossos interesses ou um dia vamos perder essa faixa para outros serviços por causa da má utilização. Uma faixa como a de VHF vale uma fortuna, e quanto mais desorganizada e confusa, mas fácil de explicar para a opinião pública uma eventual “desapropriação” da banda.
Esse é o primeiro de vários artigos que pretendo escrever, onde em cada um deles vou identificar um problema e sugerir ações corretivas. Claro que não sou o dono da verdade e essas ações são as que eu acho que poderão ajudar. Sou radioamador há 27 anos e acompanho o VHF desde 1981. Eu acompanhei o surgimento de muitas repetidoras e vi a ascensão e queda do que eu chamo do bom VHF. Por fim, por causa da eletrônica envolvida, me tornei mantenedor de repetidoras, o que me permitiu ter uma clara visão do árduo e custoso trabalho que só quem as mantém conhece. Portanto, se você fica irritado com portadoras, pode imaginar um mantenedor que gasta tempo e dinheiro vendo seu investimento ser desperdiçado de forma tão ingrata. Ninguém merece essa gente.
Vamos lá, cada artigo contará com um link no final para que possamos discutir a efetividade das medidas e trocarmos idéias de melhorias ou mesmo alternativas. Se todos participarem com suas idéias e sugestões, poderemos compilar um guia único e disponibilizá-lo à comunidade de radioamadores, e assim todos saem ganhando.

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